18 de julho de 2009

M E D O

Hora errada, pessoa errada, escolha errada, resultado errado. Alguma coisa nisso tem de dar certo.

12 de julho de 2009

Duas vezes é muito?


It's the biggest storm in years they say.
Couldn't take a plane so I hopped a train
I'd like to stay, in a stormy winters day
so I'll come back to you someday

As the states rolled by
its all so clear
I'm everywhere but never right here
It's always the same
constant change.
But I'll come back to you someday

So close so far
so long the world
spin me away

I drive all night just to see your face
The way you touch the way you taste
Even if only for a day
I'll come back to you someday

I speak the truth its all i know
As your tears fall to the snow
and we both know
That tonight that I can't stay
But I'll come back to you someday

6 de julho de 2009

yesterday

Não tenho idéia por que escrevo aqui. Foda-se. Sabe quando regras - e sejam elas quais forem - te cansam, te entediam?? PORRA! Por que eu não posso escrever frases com pronome oblíquo átono no início? INFERNO! Cansei, sabe? Cansei mesmo desses valores hipócritas, dessa gente que só pensa no próprio umbigo, desses amigos até que a primeira briga nos separe. E cansei mais ainda das tuas mentiras, da tua falsa comiseração, do teu sorriso irônico e sádico. Eu cansei de me importar contigo e ganhar esse grande presente que se chama dúvida. Deus sabe o quanto essas últimas semanas tem acabado comigo... A espera, a ansiedade, o repentino temor de ter minha vida completamente alterada. Eu só consigo ouvir Beatles e pensar em como eu fui tola e inocente ao acreditar em ti mais uma vez. As pessoas não merecem segunda chance. Pra quê? Pra estragar tudo de novo e de uma forma pior e mais dolorosa? Eu não sou qualquer uma, não sou nenhuma vadia perdida pelas ruas... Eu sou só uma otária que acredita nas pessoas e que por mais que repita todos os dias que não vou mais deixá-as falharem comigo ou me importar com o que diabos resolvem fazer, eu minto a mim mesma. É tudo mentira. Eu continuo sendo aquela garotinha boba que sonha, que chora e não dorme por acreditar que existe algo melhor, algo realmente especial esperando por nós. Não existe. É tudo falso, é pura ilusão. Desaparece como um dia entrou em minha vida: sem motivos, sem explicação. Eu cansei tanto que fiquei sem forças pra lutar contra tudo isso. Esqueci como ser feliz sem lembranças perturbando meus pensamentos. Quero que tudo de bom e de ruim por que passamos simplesmente se apague. Sabe aquela história do Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças? É aquilo que no fim todos querem... Uma segunda chance de recomeçar sem o passado atormentando o presente. Eu estou dando um tempo do meu presente pra apagar memórias. Talvez não seja possível, mas eu não consigo mais conviver com a idéia de que não conseguirei te esquecer. Eu peço, do fundo da minha alma que esse inferno acabe. Do contrário, eu sinceramente não sei o que faço. E quando não sei o que fazer, eu geralmente faço tudo errado. Que seja o errado então.

4 de julho de 2009

Afaste-se de mim.

A lágrima que não escorre; o coração que não pára; o tempo que não passa... Eu não sei o que exatamente está acontecendo comigo e com o mundo, mas de uma coisa eu tenho certeza: algo precisa mudar. Esse aperto no peito tem de parar. Posso ser forte, mas não por tanto tempo. Sinceramente eu não faço idéia de como tudo foi se encaixando, formando um quebra-cabeça gigante. Tá doendo. O fato é que eu não sei como fazer parar. Sinto que o chão fica cada vez mais longe, e que em vez de voar eu estou caindo. Não confio mais em ninguém. Eu pareço sentir ódio – e só. Isso me mata a cada dia um pouco mais. Como pode todo o amor que eu sentia pelas pessoas se tornar esse sentimento horrível que me faz sentir pior. Eu sinto nojo, é asco mesmo. Quero distância, mas também quero a tua – e quando eu digo tua, eu quero dizer tuas, nossa, dele... – presença. Quero te esquecer pelo resto da minha vida e só o que vejo é tua cara dissimulada, teu sorriso falso, tuas piadas sem graça, tua grosseria, tua indiferença. Saber que tu me odeias mais que eu a ti – eu juro por tudo nessa vida que é isso que tu faz parecer – me frustra. É amargo o gosto da indiferença, mas o que tu me faz sentir quando finge que não se importa – ou realmente não se importa - é como se eu fosse invisível, mais um número passando por ti, mais um número repetido sendo esquecido. Eu vivo meus dias esperando a nova – e tão velha - chance de poder te odiar mais um pouco. Mostro indiferença, mas tua ausência machuca e tua presença é um golpe de espada que atravessa meu corpo. Não é exagero. Meu estado é quase vegetativo. Pecado falar assim? Não. Eu não estou reclamando da minha vida – não é isso. Eu estou reclamando de como eu consegui deixar minha vida ficar assim. Alguém me diz por quê? Agora que não tenho mais a faculdade pra passar o dia inteiro e voltar pra casa só à noite, exausta e sem forças pra pensar demais, parece que tudo ficou evidente. E sabe o que me mata mais e mais? É não saber por onde começar; é não fazer idéia de como terminar. Preciso terminar e pôr pontos finais em histórias que jamais mereceram reticências. Histórias sem etcéteras, que não acrescentam, só consomem. Eu sou consumida pelas minhas dúvidas, pelas minhas respostas falsas, pelas madrugadas, pela tua voz que me perturba, por todas as lembranças que ainda me trazes. Eu quero um tempo de tudo. Quero confiar novamente, amar. Mas ao mesmo tempo sei que não posso, sei que nunca mereceste – e aqui como em tudo o que falo, és plural. Assim como não tenho a capacidade de finalizar filmes com roteiros confusos, também perdi a habilidade – e vontade – de pôr fim nas palavras. Uso todas soltas, já não ligo pra gramática. Escrevo o que é verdade nesse momento. A propósito, a única verdade em que acredito é o que sinto. Meus pensamentos podem me enganar, mas o que se passa aqui dentro, o que me ergue todos os dias e diz pra eu respirar, é fato, é absoluto. E é de coisas absolutas que eu preciso.

1 de julho de 2009

veja, nada mudou

É incrível como histórias antigas não acabam. Passa o tempo e elas permanecem ali, com a mesma intensidade que começaram, com o mesmo amor, o mesmo ódio. Há fatos na minha vida que me orgulham de ser quem sou, outros nem tanto. Fatos e atos que me tornaram fraca, vulnerável, sensível demais pra um mundo em que bolhas de sabão não podem voar. Não é poético nem melancólico, é só a vida real. Já me senti tão boba por ter sofrido... Sentia-me como uma criança indefesa com medo do escuro. Era como se eu acreditasse que um dia eu iria voar, que as coisas impossíveis fossem só invenção de gente chata e desiludida. Pra mim, tudo o que eu quisesse se realizaria. Não é bem assim. A gente cresce e percebe que nem tudo depende de nós - e pra ser sincera, a maioria das decisões realmente não dependem. As tais impossibilidades se transformaram em realidade assim que eu alterei o modo de enxergá-las. Não espere que as coisas dêem certo se você acredita que não pode. Mas também não espere que elas tornar-se-são reais só porque você as quer assim. O mundo não é tão simples - as pessoas menos ainda. Eu tornei real, tornei possível, tornei palpável. Mas agora me pergunto: realmente valeu à pena??? Valeram as madrugadas insones, os gritos de desespero, as idas e vindas, as brigas, as fugas, o coração apertado??? Eu não consigo responder com um sim ou não. É mais complicado que isso. Eu estou em um momento da minha vida em que nada é concreto, em que não existem respostas. Aflição. Acho que é isso que aperta meu peito, é um gosto amargo.. Mas ao mesmo tempo é doce, é puro. Ainda existe pureza? Parece difícil acreditar, mas parece que sim. Os dias, os meses, os anos passam, e talvez a pureza seja tudo o que tenha restado do que sinto. Isso que resta faz com que eu tenha todos os motivos pra te deixar e não consiga, faz com que eu não consiga pronunciar mais nenhuma palavra na tua frente sem me sentir uma idiota. É um amor que por mais que eu tente esquecer, nunca teve fim. Ele permaneceu quietinho, e volta quando bem entende. Meu coração ainda dispara quando te vejo. És a única pessoa que consegue isso. Mas... Quem és? Eu nunca te conheci de verdade. Eu detesto essa máscara que insistes em usar todos os dias, essas tuas crises, essas tuas atitudes. Odeio quando sei que falas o que não sentes. Eu odeio quanto tu não és tu. Odeio mais ainda que eu não possa te ver usando essas tuas máscaras. Arrancaria todas, sem piedade. Só queria te ver como sei que és. Pra falar a verdade, eu só queria te esquecer...