18 de abril de 2010

Bola na trave não altera o placar.


Junho quase aí e a Copa do Mundo chegando apressada. Esses eventos são praticamente um revival da minha infância. Futebol é um negócio bonito, né?! O que mais reuniria vinte pessoas, homens, mulheres, crianças, papagaio, cachorro e todas as bugigangas que acompanham partidas de futebol? Uma televisão, cerveja e churrasco. Às vezes parece que essa espera de quatro anos é tudo o que importa. As crianças correndo de um lado pro outro, a corneta barulhenta, os fogos. Ah, os fogos! Geralmente os gritos de gol são seguidos pelos seis, doze, dezoito tiros. Gritar gol é uma terapia. É o que importa, é o prêmio por tanta espera. O problema é quando o grito vem do outro lado. Copa do mundo é mais que rivalidade, não são times, são seleções. E seleções representam o que há de mais forte na nacionalidade de um país. É uma guerra bonita: os tiros são dos fogos de artifício, a disputa não é por território, é pela bola. E se no fim, um lado chora e o outro não, tudo bem. Foi só mais uma batalha, trocam os soldados, as táticas e formações de guerra, e fica tudo bem de novo. É o que dizem os hinos, que convenhamos, são mais executados em campeonatos e copas do que em quaisquer outros lugares. Copa do Mundo é isso: tudo junto numa coisa só. É um Teatro Mágico. Copa, verde, amarelo, azul, Brasil. Sou eu de novo, criança de novo, sou futebol. Quero ouvir muitos gritos e sussurros em frente à televisão. Eu quero gritar mais que ouvir, confesso. Berrar até não ter mais voz. Não ter mais o que gritar.

Nenhum comentário:

Postar um comentário