11 de abril de 2010

Promessas de fusão à frio


Uma mudança e vastos 14 km de distância dos meus pais. Movimento, diferença, falta. Foi por acaso que descobri - tarde ou cedo demais? - que o tamanho da distância não importa. Se não há presença, há falta. Eu, tão segura e autosuficiente que sou - ou que penso que sou - senti falta. Eu queria mais que tudo na vida ouvir aquele boa noite carregado de amor e de "filha, se cuida, tá?". Queria carinho de mãe, abraço de pai. Eu queria as piadas sem graça do meu irmão. Eu queria tudo que sempre tive, só por causa de 14 km. Nessas horas o mundo pára de girar. São os momentos em que a vida grita pra você sobre o que realmente importa. A felicidade clama por companhia, clama por amor puro. Mas a solidão sempre gostou muito de mim, e eu dela. A chuva cai, pára, e eu volto a ser a mesma. A mesma pessoa que esquece de dar o valor às coisas e pessoas certas. Eu prefiro continuar errando... Jogando amor a quem não quer, abraçando quem sempre vai embora, esperando que ele chegue de repente, perdido, sozinho. E eu sempre vou esperar a pessoa errada. E talvez o meu pra sempre não seja feliz, porque eu nunca estive completa... Eu nunca senti que seria feliz durante a eternidade. Eu queria sonhar com finais felizes, mas sempre fico só com a parte dos finais. E é claro, ainda acredito que não há término que não seja doloroso. Até o fim da dor, dói. E continua doendo.. 465, 14, 23, 7, 2005, e eu? O que faço com esse números?

"Se alguém já lhe deu a mão e não pediu mais nada em troca,
pense bem, pois é um dia especial..."

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