17 de junho de 2010

21 carnavais, 10 mil fantasias

Passaram-se 21 anos. E eu aqui. A mesma Jéssica de sempre, um pouco mais esperta, um pouco mais burra, inocente, sincera, talvez. Sinto que fui mudando pra voltar a ser o que era. Um ciclo que sempre volta para o início. Não tenho grandes ambições, não faço mais listas nem promessas. Não cumprí-las só me deixava com medo de não estar vivendo. A vida passava e eu sentia medo de deixá-la passar. Acho que finalmente entendi que passa. Não importa se estamos tristes ou soltando fogos de artifício, ela passa. Então eu choro e sorrio sem medo de estar perdendo tempo. Eu me deixo livre pra gritar ou pra sussurrar. Cansei de ficar me censurando. Se eu quero chorar, choro. E isso não significa que eu esteja mais sensível ou minha vida não esteja boa. Pelo contrário, a gente precisa surtar pra não enlouquecer. A gente precisa se permitir sentir. E se tem algo que eu faço mais que pensar é sentir. E eu sinto muito, blues. Meu único desejo é que eu possa viver muito, porque viver é o máximo que eu posso pedir. E a vida foi a melhor coisa que aconteceu comigo.

Um comentário:

  1. Parabéns. Permita-se, sinta-se. Viva bem todos os dias, porque tudo passa, sendo bom ou ruim.

    E continue escrevendo.

    ResponderExcluir