6 de setembro de 2010

pra ser sincero


Eu me rendo. Às tuas lembranças, ao teu sorriso cínico que me completava, ao teu abraço que mesmo frio me aquecia, ao teu olhar de pena ou comiseração, nunca descobri... Me rendo ao fardo de esquecer de te esquecer. Tu é pra vida toda. Tu vai sempre ser uma lembrança de quando eu cresci, do que eu me tornei. Goste ou não disso. Uma música idiota, uma palavra de cinco letras são suficientes pra te resgatar em um filme rápido e silencioso. A nossa história, reduzida a segundos, perdeu a trilha sonora. Deve ser o medo de perder o que fomos pra simples canções. Sim, tu foi embora e não vai mais voltar. E não quer me ver voltar. Eu entendo, só nunca gostei de finais. Mas isso não muda nada. Tu foi o cara. Certo, errado, bom, mau, tu foi o cara. Se me amou ou não, se chorou com a minha partida ou se aquele aceno foi mais um gesto de vá embora que há mais pra mim por aí, não importa. Tu é o cara. Pra mim, tu vai sempre ser aquele gurizinho sarcástico que não se importava com nada, mas que por um segundo se importou comigo. Por alguns segundos quis meu bem pra sempre. Que por mal traçadas linhas me fez acreditar que seríamos e seremos pra sempre. Perto ou separados por oceanos. Tu estás aqui. E pra sempre. Aceite ou não, tu é pra sempre.

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