28 de outubro de 2010

rosie and me

Ignore o amor e ele vai te ignorar. Feche a porta na cara da felicidade e, veja só, ela vai embora sem dar adeus. A vida não quer saber se tu tens medo dela, ela acontece de qualquer jeito. É o teu tempo passando, és tu passando o tempo com os outros. Nos últimos meses tenho escolhido bem com quem quero gastar minhas risadas, meu mau humor matinal, minhas palavras de carinho, meu bom dia. Uma espécie de filtro que não deixa passar algumas impurezas, que não são de todo más, apenas não me permitem usar toda a minha capacidade de respiração. Eu sempre gostei muito de estar entre pessoas, gente, multidão, barulho. Mas confesso: tenho preferido duetos. E essa coisa de solidão não me satisfaz mais. No fundo, dá um medo tentar cantar uma música assim, tão sós. Parece que qualquer nota musical que a gente erre vai soar como um violino completamente desafinado. Mas eu gosto da melodia que a gente faz. E gosto mais ainda de não ter chegado ao refrão. Ainda. Gosto de escrever a letra devagar, sem pressa, sem o compromisso dos ajustes finais, porque no fim, é só o início. E eu sempre gostei do que ainda é metade.

Nenhum comentário:

Postar um comentário