22 de abril de 2011

Sobre esquecer


"Ninguém escreve porque tem alguma coisa a dizer, mas sim porque tem alguma coisa a apagar."


12 de abril de 2011

Vida louca, vida...

Desculpa. Mil desculpas por ter te encontrado um dia. Por ter achado que tu serias só mais um. Desculpa por ter gostado de você cedo demais e ter dito eu te amo quando deveria ter dito adeus. Ou desculpas por ter sido tarde demais. Por ter entrado na tua vida sem pedir licença ou um pouco de amor. Eu achei que era bonito, mas era só triste mesmo. Desculpa por não ter parado, por não ter desistido quando tu disseste a verdade. Por saber que o fim seria inevitável. Que por mais que conseguíssemos durar, o fim acabaria com tudo o que fomos, e mesmo assim, ter acreditado na gente. Desculpa por imaginar que o tempo consertaria tudo e que a distância nos aproximaria o mesmo tanto de saudade que a gente sentia. Desculpa por não ter tido tempo pra ti ou por roubá-lo de você tantas madrugadas. Por te fazer acreditar que era eu. E só eu. Desculpa por ter crescido e me tornado um pouco você. Por ter deixado algo pra trás, por ter escolhido um outro caminho. Desculpas por achar que um dia te esqueceria e por ter feito você acreditar nisso. E desculpa por ainda não ter conseguido. Você ainda faz parte dos meus sonhos mais bonitos, mais sinceros. Eu não sei se devo pedir desculpas por isso também. Mas lá vai: desculpa por te amar demais. Desculpa por sentir muito e pelas reticências que eu nunca consegui transformar em ponto final.

http://youtu.be/i4EIMk5WcHg

4 de abril de 2011

Infinita Highway

Das coisas que aprendi nos meus poucos 21 anos de existência, uma foi a necessidade que o ser humano possui de ter alguém pra quem voltar e alguém por quem esperar. É como respirar embaixo d'água: sem tubo de oxigênio a vida acaba. Sem alguém que te faça respirar mais forte também. Simples assim. Quando era criança, corria pra cama do pai e da mãe. Deitava atravessada, no meio dos dois, e meu mundo estava finalmente seguro. Só que a gente cresce, e quer outra pessoa nos esperando. Geralmente com o peito coberto de saudade, a boca sedenta por amor, os olhos doces de alguém por quem valeu a pena estar longe e voltar mais uma vez. E dói quando a gente espera, volta e não encontra ninguém lá. Se foi. Aí a gente só encontra vazio, uns lençóis arrumados, tudo em seu lugar. Mas é da bagunça que a gente gosta, do caos, da cama desarrumada, do cobertor no chão, da gente em Marte, em qualquer lugar. Eu sinto falta sim de quando a gente não sabia o que era - e realmente nunca foi nada que se encontre no dicionário -, mas a gente sabia exatamente o que queríamos com aquilo . E nos queríamos. Bastava. Não bastou mais. Entre farpas e mal entendidos, acabamos. Com o que nunca houve. Terminamos o que nem tinha nome, e do que de alguma maneira eu sinto saudade. Mea culpa. Das coisas que aprendi nos poucos dias que estive contigo, uma delas foi que não existem escolhas certas ou erradas, existem consequências. Algumas delas insuportáveis.

"Aí você começa a desconfiar que ele poderia ter sido o cara legal da sua vida.
Isso, se você sentisse a mesma paixão, se você conseguisse entregar sua alma tanto quanto,
se você soubesse amar ele do mesmo jeito e intensidade que ama a falta que agora ele te faz."