18 de julho de 2011

quase amor


sabe, não pensei que voltaria aqui em tão pouco tempo e por outro alguém. no último mês todo o meu ceticismo e teorias sobre amor e tempo foram pelo ralo. cada dia que passa só me deixa mais convencida que falar de amor é perda de tempo. ou ao menos tentar entender como acontece e por que acaba. você já não consegue passar um dia sem pensar, sem sentir muito, a falta. por uma banalidade ele passa a fazer parte das suas madrugadas e sonhos, e você sabe que vai ficar. deveria apenas passar, deixar umas lembranças boas, uma saudade boba, um até mais sem pretensão alguma. mas conseguiu o que poucos conseguiram: tornar-se motivo pra que eu escreva. pra que eu volte nesse emaranhado de lamentações, pra que eu olhe novamente no baú de más lembranças e chegue à conclusão de que vou errar sempre que acontecer de novo. que eu vou cair no mesmo papo, vou sonhar os mesmos sonhos, vou esperar alguém que não vem. os personagens mudam, os signos nem tanto. o sinal de que tinha tudo acabado foi a falta de um adeus, a ausência da despedida. mas eu sou tão teimosa que achei que dessa vez iria ser diferente. acontece que a gente não decide isso, e que quando a história começa com um jogo, alguém sai perdendo. e de novo e de novo e de novo, fui eu. parabéns pela medalha de ouro, eu me contento com a chance de ter jogado contigo....

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