13 de dezembro de 2011

Noite

Eu sempre soube que acabaria em nada. Velhas fotos em preto e branco repetidas. Afinal, a natureza segue seu ciclo, por que com o amor seria diferente? A gente nasce e a gente morre. Normal que aconteça isso também com o que as pessoas sentem. Mas às vezes nem chega a se desenvolver, não passa de uma história sem roteiro, uns rascunhos deixados de lado pra escrever algo mais interessante. A gente muda o script sem avisar ninguém que acabou. E até tenta umas cenas mais ousadas, uns atores novos, um drama originalmente grego. E fica por isso mesmo. Porque a verdade é que não há comunicação completa. Não há olhar, não há música, não há palavra que consiga transmitir o que se passa dentro de um ser humano. Se não fosse isso, talvez guerras mundiais fossem evitadas. E finais infelizes também. Má comunicação misturada à parte mais frágil e escura do ser humano resulta em merda. Nada menos que muita merda, vinganças inúteis e partidas. E quem sentia amor, sente raiva. Mais um coração partido. Mais alguns pedaços de passado pra guardar na estante. Junto com os outros prêmios de primeiro lugar no quesito inocência. O mundo é podre. É a eterna batalha da luz e da escuridão. E já tá escuro por aqui há algum tempo. Boa noite.

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