"Às vezes na tu'alma que adormece
Tanto e tão fundo, alguma voz escuto
De timbre emocional, claro, impoluto
Que uma voz bem amiga me parece.
E fico mudo a ouvi-la como a prece
De um meigo coração que está de luto
E livre, já, de todo o mal corruto,
Mesmo as afrontas mais cruéis esquece.
Mas outras vezes, sempre em vão, procuro
Dessa voz singular o timbre puro,
As essências do céu maravilhosas.
Procuro ansioso, inquieto, alvoroçado,
Mas tudo na tu'alma está calado,
No silêncio fatal das nebulosas."
Lindo...
ResponderExcluirSingular exatamente pelo tema que aborda.
Quem pode escutar o coração do outro, senão o outro que ama?
Abraço!
@emptyspaces11