28 de agosto de 2012

Até parar de bater.

Dia desses, meu coração bateu tão fraquinho que quase parou. Era eu desistindo de tudo por achar que não suporto mais todos os dividendos que algumas escolhas trazem consigo. O amor em excesso que se torna cobrança, e um dia, impreterivelmente, vai se transformar em decepção plena. É amor? Egoísmo? Eu ainda não sei bem a distinção, mesmo que na maior parte do tempo seja admiração e carinho. Talvez o tempo tenha transformado em amor, desses eternos, sabe? Aquela força que vem de algum lugar e te impede de desistir, porque há muito mais a ser amado. Porque é teu destino. Uma missão, uma dádiva.

É impossível explicar alguns tipos de amor. Faz tão bem durante algumas horas, mas na maior parte delas é só saudade e mágoa e falta e espera... E por que continuar? Não faz sentido algum, a não ser pela felicidade que nada, nada, nada nesse mundo traz igual. O frio na espinha que aquele acorde provoca, a lágrima doída que umas notas reunidas insistem fazer cair. O não saber o que vai ser disso tudo amanhã.

E se acaba? Acho que só acaba, mas fica. Esse amor é do tipo que fica pra sempre. E passem dias, meses, anos, décadas, ainda vai estar lá pronto pra ser ouvido. É amor por música e por almas que nos tocam, amor por pessoas que não fazem ideia do quanto são especiais em nossas vidas. E que nos machucam justamente por não saberem.

Se vale a pena? Se tentei desistir tantas vezes e aqui estou eu falando sobre, deve valer a vida sim. Até que a morte nos separe. Até parar de bater.


6 de agosto de 2012

Notas de rodapé

Tudo o que tu tocas com as mãos vira cinzas. Tudo o que tu cantas com amor vira perfeição. E eu amo essa contradição de uma forma que não posso explicar. E nem preciso.